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Diocese de Beja

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Diocese de Beja


Fundada no século V, a Diocese de Beja é, em termos de território, a segunda maior do país, abrangendo o distrito homónimo e a zona mais a Sul do distrito de Setúbal (concelhos de Grândola, Santiago do Cacém e Sines). Perfaz uma área de cerca de 12.300 km2, o que corresponde aproximadamente a 7,5% da área total do país.

Existe aqui um vastíssimo conjunto patrimonial, formado por mais de quinhentos edifícios, com destaque para antigos mosteiros e conventos, colegiadas das ordens militares (Santiago, Avis e do Hospital ou Malta), igrejas paroquiais e santuários rurais, muitos deles ligados ao “Caminho de Santiago” e às antigas vias de transumância que uniam Portugal a Espanha.

Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja


O DPHA iniciou a actividade em 1984, num momento difícil para a preservação do património regional. Estava-se ainda no rescaldo de tempos complexos para o Alentejo. Em paróquias com maiores dificuldades não se hesitava por vezes na venda ilegal de obras de arte, como fonte de financiamento. A inexistência de um inventário tornava difícil a recuperação das peças desaparecidas. A isto acrescia a realização de obras pouco criteriosas de conservação em monumentos históricos, entretanto desapossados de retábulos, pinturas e imagens em nome de uma suposta “actualização litúrgica”. O património móvel, por seu lado, sofria as investidas de “santeiros”, com pseudo-restauros, repinturas com tintas plásticas, trocas de peças antigas por modernas, etc.

Criado por decreto episcopal, o DPHA assumiu funções de coordenação e tutela dos bens culturais religiosos existentes no território diocesano. Constituído essencialmente por colaboradores voluntários, mas este serviço teve como objectivo prioritário a elaboração do inventário, em moldes científicos, das igrejas históricas da região (e respectivos acervos).

À medida que o inventário foi avançando no terreno, verificou-se que a região possuía um espólio de arte sacra extraordinário, mas que não era suficientemente conhecido, nem sequer pelas comunidades locais. Alguns dos principais monumentos permaneciam fechados por falta de condições de segurança. Muitos outros tinham entrado numa situação de declínio, especialmente as capelas periurbanas e as ermidas rurais. Em algumas localidades continuavam a ser eliminadas – por exemplo, durante a limpeza e posterior cremação anual de coisas inúteis que era costume fazer-se nas igrejas – obras com evidente valia patrimonial.

Actividades e parcerias | Pouco a pouco, o DPHA começou a procurar inverter a situação que descrevemos, actuando em diversas frentes. Para sensibilizar as comunidades paroquiais, realizou acções de formação muito concorridas, em colaboração com o Instituto Português de Conservação e Restauro e a Polícia Judiciária; criou um núcleo de aconselhamento técnico; incentivou a formação de comissões locais de salvaguarda em cada uma das igrejas que passaram a ser abertas regularmente ao público; apoiou itinerários culturais que unem os monumentos por áreas geográficas e temáticas; estabeleceu uma rede diocesana de museus, com sete unidades (Santiago do Cacém, Cuba, Castro Verde, Sines, Moura, Beja [2]). Ocupou-se também da organização do Arquivo Diocesano e da Biblioteca do Seminário de Beja.

No que diz respeito ao trabalho de cadastro patrimonial, estão inventariados e/ou arrolados 471 bens imóveis e 192 765 bens móveis e imateriais. Paralelamente, aprovou-se um instrumento legislativo diocesano, em conformidade com o previsto no Direito Canónico, intitulado Regulamento das Intervenções no Património Cultural da Diocese de Beja, que entrou oficialmente em vigor.

Neste e noutros âmbitos subscreveram-se protocolos de colaboração com o Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico (1999), o Instituto Português de Conservação e Restauro (2000) e o Instituto Português de Museus (2001), os primeiros do género. Existem igualmente protocolos com as Câmaras Municipais e as Associações de Desenvolvimento Local de todos os concelhos do território, o Turismo do Alentejo, o Instituto Politécnico de Beja e a Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Outro campo importante tem sido o da realização de exposições de arte sacra. Este ciclo iniciou-se em 1990 com a exposição Ars Sacra, que conheceu um grande êxito regional. Isto mostrou a importância da organização de exposições com o devido enquadramento científico e museográfico, acabando por corresponder a uma das principais vocações do DPHA. Entre outras iniciativas concretizadas nesta fase, cabe destacar As Vozes do Silêncio. Imaginária Barroca da Diocese de Beja, organizada em 1997 na Igreja Matriz de Mértola, com a particularidade de usar as alas laterais de um edifício que, durante a iniciativa, permaneceu aberto ao culto.

Maior repercussão viria a ter, em 1998, a exposição Entre o Céu e a Terra – Arte Sacra da Diocese de Beja, que abriu ao público em Beja, na Pousada de São Francisco, e foi depois apresentada em Lisboa, no Panteão Nacional, em 2000-2001, obtendo o Prémio Prof. Reynaldo dos Santos para a Melhor Exposição Temporária de 2000 e o Prémio Associação Portuguesa de Museologia para o Melhor Catálogo de 1999-2001.

A internacionalização constitui também, desde cedo, uma preocupação, tendo sido iniciada com a exposição Rosa Mystica – Mariendarstellungen aus dem Südlichen Portugal, no Museu da Catedral de Regensburg, na Alemanha, em 1999-2000, com um catálogo bilingue publicado pela conceituada editora Schnell und Steiner.

Seguiu-se Le Forme dello Spirito – Arte Sacra del Sud del Portogallo, realizada na Igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, no ano de 2003, sob o Alto Patrocínio da Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja, sendo o respectivo catálogo editado pelo Istituto Portoghese di Sant’Antonio, com a colaboração da Prof. Luciana Stegnagno Picchio, da Universidade de Roma; esta exposição foi posteriormente apresentada em Lisboa, na Galeria de Pintura do Rei D. Luís do Palácio Nacional da Ajuda, sob o título As Formas do Espírito – Arte Sacra da Diocese de Beja (2004-2005).

Em 2008, o DPHA organizou, a convite do Pavilhão de Portugal na Expo Zaragoza 2008, a exposição Un Río de Agua Pura – Arte Sacro del Sur de Portugal, que foi a única iniciativa integrada no Programa Oficial da Expo a ter lugar fora do campus de Ranillas, sendo acolhida em três museus de Borja – Zaragoza: Museo Arqueológico de San Miguel, Museo de la Colegiata e Palacio de Aguilar. O catálogo, em castelhano, foi editado pela Excma. Diputación Provincial de Zaragoza – Centro de Estudios Borjanos.

Mais recentemente teve lugar a exposição Portugal Eternel – Patrimoine de la Région de l’Alentejo, no Musée d’Art Religieux de Fourvière, em Lyon (França).

No que diz respeito ao território nacional, o DPHA tem organizado exposições com ritmo anual, entre as quais cabe destacar: A Invenção do Mundo – Arte Sacra da Diocese de Beja, no Paço Episcopal de Faro, a convite do Ministério da Cultura, em 2005, no âmbito de Faro Capital Nacional da Cultura 2005; No Caminho sob as Estrelas – Santiago e a Peregrinação a Compostela, na Igreja Matriz de Santiago do Cacém, em 2007, numa parceria com a Xunta de Galicia e o Município de Santiago do Cacém que contou com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian; O Coração da Terra – Aspectos da Ruralidade na Arte Europeia (Séculos XVII-XX), na Galeria dos Escudeiros, Beja, em 2008-2009; e Atmosferas, Pessoas, Narrativas. Um Relance sobre a Arte do Ocidente (Séculos XVII-XX) [em itinerância].

O DPHA tem promovido uma série regular de encontros científicos, entre os quais cabe destacar: Congresso Internacional “Protecção dos Bens Culturais em Situações de Emergência”, Beja, 1998, em colaboração com a Federação Internacional das Sociedades de Protecção dos Bens Culturais; “1.as Jornadas Nacionais dos Museus da Igreja”, Lisboa, Palácio da Ajuda [integrada na exposição As Formas do Espírito], 2004; Congresso Internacional “Tesouros da Igreja, Tesouros da Europa”, Beja, 2006, em parceria com Europæ Thesauri – Associação de Tesouros e Museus de Arte Sacra; “2.as Jornadas Nacionais dos Museus da Igreja”, Santiago do Cacém, [integrada na exposição No Caminho sob as Estrelas – Santiago e a Peregrinação a Compostela], 2007.

Animação


Concluída a recuperação de um conjunto significativo de monumentos, alguns dos quais receberam novas funções museológicas (ou passaram a dispor de um tesouro aberto ao público), o DPHA desenvolveu parcerias para um projecto de animação, intitulado Monumentos Vivos, que tem como fio condutor a realização de actividades culturais em igrejas históricas. A referência fundamental deste projecto é o Festival Terras sem Sombra de Música Sacra do Baixo Alentejo, iniciado em 2004 e que marca a temporada de música clássica da região através de um ciclo coerente de concertos, de elevado nível artístico, obedecendo em cada ano a um tema-reitor e permitindo traçar uma “pequena história da Música”. Conferências, palestras e visitas guiadas completam, em ambiente descontraído, a programação musical.

Estas actividades assumem enorme peso numa zona que não esconde o fascínio pela música. No entanto, poder levá-las a cabo de maneira itinerante em igrejas históricas que foram alvo de trabalhos de beneficiação e fazem parte de um sistema de abertura regular ao público assume um significado ainda mais especial, permitindo juntar à fruição de espaços com notáveis condições acústicas uma proposta de reflexão acerca do sentido da Ars Sacra na vida hodierna, precisamente aí onde o espírito do lugar melhor o permite. Ao associar um repertório de enorme qualidade à atmosfera única dos monumentos religiosos alentejanos, o Festival Terras sem Sombra aposta forte na oferta de um palco de carácter já internacional aos projectos profissionais de jovens intérpretes nacionais.

O Festival vai iniciar em Janeiro de 2010 a sexta edição, contando sempre com “casa cheia” nas actividades realizadas. Ao longo dos seus seis anos de vida, já percorreu dezoito igrejas históricas da região. O projecto Monumentos Vivos inclui ainda um vasto leque de actividades de carácter didáctico e divulgativo, entre as quais cabe destacar a celebração de dias temáticas e das Jornadas Europeias do Património. O DPHA tem igualmente levado a cabo, em especial através da colaboração com o Museu de História Natural da Universidade de Lisboa, actividades que permitem a ligação do Programa Ciência Viva com o património cultural religioso.

Estas iniciativas são dirigidas para o público em geral, mas concedem especial atenção ao público infanto-juvenil e às pessoas, nomeadamente jovens e idosos, com deficiência. Neste âmbito, o DPHA tem-se esforçado por criar infra-estruturas de acesso aos monumentos e museus da Diocese, além de suportes de informação próprios, auditivos e em braille.

O DPHA tem assegurado também uma linha editorial, própria ou em regime de co-edição, com 42 livros e monografias publicados, a que acresce um Boletim e a colaboração quinzenal no jornal Notícias de Beja, onde assegura uma página intitulada Pedra Angular.

Prémios e distinções


A União Europeia distinguiu o DPHA, em 2005, com o Prémio Europa Nostra para a Salvaguarda do Património Cultural. A Fundação Calouste Gulbenkian outorgou-lhe em 2009 o Prémio Vasco Vil’Alva para a Salvaguarda do Património. O Ministério da Cultura distinguiu-o em 2004 com a Medalha de Mérito Cultural. A Câmara Municipal de Beja atribuiu-lhe em 2001 a Medalha de Mérito Municipal.

O DPHA integra o Conselho Nacional dos Bens Culturais da Igreja (Conferência Episcopal Portuguesa), a Associação Portuguesa dos Museus da Igreja Católica, a Europæ Thesauri – Associação de Tesouros e Museus de Arte Sacra (de que é membro fundador) e a Associação de Desenvolvimento Regional Portas do Território (fundada pela Diocese de Beja e pela Câmara Municipal de Beja).

Dois monumentos sob a tutela directa do DPHA, a Igreja Matriz de Santiago do Cacém (Monumento Nacional) e a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, em Beja (Imóvel de Interesse Público), foram escolhidos por Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva, para inaugurar a Rota do Património, em Julho de 2007.

Equipa


A actual equipa do DPHA, essencialmente formada por voluntários, dotados de formação técnica adequada, tem 12 membros, incluindo dois conservadores de museus, um conservador-restaurador, um historiador, dois arquitectos, um engenheiro, um jurista, um fotógrafo, um liturgista, um pintor e um escultor, e dois membros honorários. Conta com sete colaboradores remunerados, vinculados à Rede Museológica, e 189 voluntários, na sua maioria dispersos pelo território diocesano. Estes encontram-se associados através da Pedra Angular – Associação dos Amigos dos Monumentos da Diocese de Beja.

2. Reptos para o futuro


2.1. Internacionalização

É fundamental lutar contra o preconceito de que o património cultural do Alentejo é uma realidade periférica. Para isso há que torná-lo MAIS VISÍVEL.

A internacionalização constitui uma medida muito importante. Daí a nossa preocupação de conseguir fazer duas iniciativas-âncora por ano: uma no país, mas orientada também para os visitantes de outros países, e outra no estrangeiro.

Alvos:

1.º semestre

Fátima – Exposição no Museu de Arte Sacra (ao lado da Basílica), patente por ocasião da visita de S. S. o Papa Bento XVI (13 de Maio) e prolongando-se de modo a cobrir o Verão.

Objectivo: Promover o Alentejo através da exposição e actividades complementares num ponto-chave do turismo religioso que irá receber um impulso significativo com a visita papal. | Parceria: Turismo do Alentejo, E. R. T., Municípios.

2.º semestre

Galiza, onde decorrerá o Ano Santo – Exposição em Santiago de Compostela e Pontevedra

Objectivo: Promover o Alentejo na Galiza por ocasião do Ano Santo de 2010 (número previsto de visitantes: 8 milhões); fomentar os segmentos do Alentejo no Caminho de Santiago. | Parceria: Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, Municípios, GAL, Instituto Camões, Turismo de Portugal.


2.2. QREN – Recuperação de monumentos de importância fundamental


Para que possamos ter mais visitantes no Alentejo, há que ter as grandes referências patrimoniais recuperadas e em condições de acolherem os visitantes.

Os “dossiers” parados neste momento, com graves prejuízos, são os seguintes:

- Igreja Matriz de Mértola (antiga Mesquita) [Monumento Nacional, propriedado Estado] – A parceria realizada até agora não produziu os resultados esperados, por falta de investimento na contrapartida nacional. É essencial finalizar a candidatura e aprová-la. O edifício está numa situação limite.

- Basílica Real de Castro Verde [Imóvel de Interesse Público] – Candidatura não foi aprovada no 1.º aviso. A igreja corre o risco de perder elementos patrimoniais.

Objectivo: aprovação das candidaturas de requalificação dos monumentos, visando a sua integração em itinerários culturais. | Parceria: Ministério da Cultura, Municípios

2.3. Dinamização – Captar novos públicos, ligar a acessibilidade à abertura


O património constitui um instrumento, não um fim. É preciso vinculá-lo a uma estratégia inovadora de desenvolvimento: unir “destinos” através de “rotas”, abrir os monumentos habitualmente encerrados fora do horário de culto e criar uma dinâmica. Iniciativas necessárias:

- Criar uma Temporada no Baixo Alentejo que, a partir da Arte Contemporânea e das Novas Tecnologias, faça a ponte entre o Património Natural e o Património Cultural

Objectivo: Convidar quem circula na A2 a sair umas horas e a conhecer o território, dando vida a espaços secundarizados, de modo a mostrar um Alentejo competitivo e de vanguarda. | Parceria: Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade Ministério da Cultura, APS, EDIA, Municípios, Crédito Agrícola.

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Diocese de Beja

Fundada en el siglo V, es en términos de territorio, la segunda mayor del país, aunando el distrito homónimo y la zona más al Sur del distrito de Setúbal (municipios de Grândola, Santiago do Cacém e Sines). Un área de cerca de 12.300 km2, lo que corresponde aproximadamente el 7,5% del área total de país.
Existe aqui un vastísimo conjunto patrimonial, formado por más de quinientos edificios, donde destacan antiguos monasterios y conventos, colegiadas de las órdenes militares (Santiago, Avis y del Hospital o Malta), iglesias parroquiales y santuarios rurales, muchos de ellos ligados al “Camino de Santiago” y a las antiguas vías de transhumancia que unían Portugal a España.

Departamento del Patrimonio Histórico y Artístico de la Diocese de Beja (DPHADB)

El DPHA inició su actividad en 1984, en un momento difícil para la preservación del patrimonio regional. Se estaba todavía con las secuelas de tiempos complejos para el Alentejo. En parroquias con mayores dificultades no se dudaba a veces en la venta ilegal de obras de arte, como fuente de financiamiento. La inexistencia de un inventario dificultaba la recuperación de las piezas desaparecidas. A esto se unía la realización de obras con poco criterio de conservación en monumentos históricos, entre tanto desposeídos de retablos, pinturas e imágenes en nombre de una supuesta “actualización litúrgica”. El património mueble, por su lado, sufría las investidas de “santeiros”, con pseudo-restauros, repinturas con tintas plásticas, cambio de piezas antiguas por modernas, etc.
Creado por decreto episcopal, el DPHA asumió la funciones de cordinación y tutela de los bienes culturales religiosos existentes en el territorio diocesano. Constituído esencialmente por colaboradores voluntarios, pero este servicio tuvo como objetivo prioritario la elaboración del inventario, en moldes científicos, de las iglesias históricas de la región (y respectivas colecciones).

A medida que el inventario fue avanzando en el terreno, se verificó que la región poseía una gran cantidad de bienes de arte sacra extraordinario, pero que no era suficientemente conocida, ni siquera por las comunidades locales. Algunos de los principales monumentos permanecían cerrados por falta de condiciones de seguridad. Muchos otros habían entrado en una situación de declive, especialmente las capillas periurbanas y las ermitas rurales. En algunas localidades continuaban siendo eliminadas – por ejemplo, durante la limpeza y posterior cremación anual de cosas inútiles que era costumbre hacerse en las iglesias – obras con evidente valía patrimonial.

Actividades y asociaciones

Poco a poco, el DPHA comenzó a conseguir invertir la situación que describimos, actuando en diversos frentes. Para sensibilizar las comunidades parroquiales, realizó acciones de formación muy concurridas, en colaboración con el Instituto Português de Conservación y Restauración y la Polícia Judicial; creó un núcleo de asesoramiento técnico; incentivó la formación de comisiones locales de salvaguarda en cada una de las iglesias que pasarán a ser abiertas regularmente al público; apoyó itinerarios culturales que unen los monumentos por áreas geográficas y temáticas; estabeleció una red diocesana de museos, con siete unidades (Santiago do Cacém, Cuba, Castro Verde, Sines, Moura, Beja). Se cupó también de la organización del Archivo Diocesano y de la Biblioteca del Seminario de Beja.
Con respecto a la labor de la hoja de registro patrimonial, están inventariados y/o registrados 471 bienes inmuebles y 192.765 bienes muebles e inmateriales. Paralelamente, se aprobó un instrumento legislativo diocesano, en conformidad con lo previsto en el Derecho Canónico, titulado Reglamento de las Intervenciones en el Patrimonio Cultural de la Diocese de Beja, que entró oficialmente en vigor.

En este y en otros ámbitos se suscriben protocolos de colaboración con el Instituto Portugués del Patrimonio Arquitectónico y Arqueológico (1999), el Instituto Portugués de Conservación y Restauración (2000) y el Instituto Portugués de Museos (2001), los primeros del género. Existen igualmente protocolos como las Cámaras Municipales y las Asociaciones de Desarrollo Local de todos los municipios del territorio, el Turismo del Alentejo, el Instituto Politécnico de Beja y la Autoridad Nacional de Protección Civil.

Otro campo importante ha sido la realización de exposiciones de arte sacra. Este ciclo se inició en 1990 con la exposición Ars Sacra, que conoció un gran éxito regional. Esto mostró la importancia de la organización de exposiciones con el debido marco científico e museográfico, acabando por corresponder a una de las principales vocaciones del DPHA. Entre otras iniciativas concretizadas en esta fase, cabe destacar As Vozes do Silêncio. Imaginária Barroca da Diocese de Beja, organizada en 1997 en la Igresia Matriz de Mértola, con la particularidad de usar las alas laterales de un edificio que, durante la iniciativa, permaneció abierto al culto.

Mayor repercusión tendría, en 1998, la exposición Entre o Céu e a Terra – Arte Sacra da Diocese de Beja, que abrio al público en Beja, en la Pousada de São Francisco, y fue depués presentada en Lisboa, en el Panteón Nacional, en 2000-2001, obteniendo el Premio Prof. Reynaldo dos Santos para la Mejor Exposición Temporal de 2000 y el Premio Associação Portuguesa de Museologia para el Mejor Catálogo de 1999-2001.
La internacionalización constituyó también, de manera temprana, una preocupación, siendo iniciada con la exposición Rosa Mystica – Mariendarstellungen aus dem Südlichen Portugal, en el Museo de la Catedral de Regensburg, en Alemania, en 1999-2000, con un catálogo bilingüe publicado por la editora Schnell und Steiner.

Le siguió Le Forme dello Spirito – Arte Sacra del Sud del Portogallo, realizada en la Iglesia de Santo António dos Portugueses, en Roma, en el año de 2003, sobre el Alto Patrocinio de la Pontificia Comisión para los Bienes Culturales de la Iglesia, siendo el respectivo catálogo editado por el Instituto Portoghese di Sant’Antonio, con la colaboración de la Prof. Luciana Stegnagno Picchio, de la Universidad de Roma; esta exposición fue posteriormente presentada en Lisboa, en la Galeria de Pintura del Rei D. Luís del Palacio Nacional de la Ajuda, sobr el título As Formas do Espírito – Arte Sacra da Diocese de Beja (2004-2005).

En 2008, el DPHA organizó, por invitación del Pabellón de Portugal en la Expo de Zaragoza 2008, la exposición Un Río de Agua Pura – Arte Sacro del Sur de Portugal, que fue la única iniciativa integrada en el Programa Oficial de la Expo teniendo lugar fuera del campus de Ranillas, siendo acogida en tres museos de Borja – Zaragoza: Museo Arqueológico de San Miguel, Museo de la Colegiata y Palacio de Aguilar. El catálogo, en castellano, fue editado por la Excma. Diputación Provincial de Zaragoza – Centro de Estudios Borjanos.
Pero recientemente tuvo lugar la exposición Portugal Eternel – Patrimoine de la Région de l’Alentejo, en el Musée d’Art Religieux de Fourvière, en Lyon (Francia).

Con respecto al territorio nacional, el DPHA ha organizado exposiciones con ritmo anual, entre las cuales cabe destacar: A Invenção do Mundo – Arte Sacra da Diocese de Beja, en el Paço Episcopal de Faro, por invitación del Ministerio de la Cultura, en 2005, en el ámbito de Faro Capital Nacional de la Cultura 2005; No Caminho sob as Estrelas – Santiago e a Peregrinação a Compostela, en la Iglesia Matriz de Santiago do Cacém, en 2007, en una asociación como la Xunta de Galicia y el Municipio de Santiago do Cacém que contó co el apoyo de la Fundación Calouste Gulbenkian; O Coração da Terra – Aspectos da Ruralidade na Arte Europeia (Séculos XVII-XX), en la Galeria dos Escudeiros, Beja, en 2008-2009; e Atmosferas, Pessoas, Narrativas. Um Relance sobre a Arte do Ocidente (Séculos XVII-XX) [en itinerancia].

El DPHA ha promovido una serie regular de encuentros científicos, entre los cuales cabe destacar: Congreso Internacional “Protecção dos Bens Culturais em Situações de Emergência”, Beja, 1998, en colaboración con la Federación Internacional de las Sociedades de Protección de los Bienes Culturales; “1.as Jornadas Nacionales de los Museos de la Iglesia”, Lisboa, Palácio da Ajuda [integrada en la exposición As Formas do Espírito], 2004; Congreso Internacional “Tesouros da Igreja, Tesouros da Europa”, Beja, 2006, en asociación con Europæ Thesauri – Asociación de Tesoros y Museos de Arte Sacra; “2.as Jornadas Nacionales de los Museos de la Iglesia”, Santiago do Cacém, [integrada en la exposición No Caminho sob as Estrelas – Santiago e a Peregrinação a Compostela], 2007.

Animación

Concluída la recuperación de un conjunto significativo de monumentos, algunos de los cuales recibirán nuevas funciones museológicas (o pasarán a disponer de un tesoro abierto al público), el DPHA desarrolló asociaciones para un proyecto de animación, titulado Monumentos Vivos, que tiene como hilo conductor la realización de actividades culturales en iglesias históricas. La referencia fundamental de este proyecto es el Festival Tierras sin Sombra de Música Sacra del Baixo Alentejo, iniciado en 2004 y que marca la temporada de música clásica de la región a través de un ciclo coherente de conciertos, de elevado nivel artístico, obedeciendo en cada año a un tema rector y permitiendo trazar una “pequeña historia de la Música”. Conferencias, palestras y visitas guiadas completan, en ambiente descontraído, la programación musical.

Estas actividades asumen un enorme peso en una zona que no esconde la fascinación por la música. En tanto que puede llevarlas a cabo de manera itinerante en iglesias históricas con el objetivo de trabajos de beneficiarios que son parte de un sistema de apertura regular al público que asume un significado aún más especial, permitiendo juntar el disfrute de espacios con notables condiciones acústicas. Una propuesta de reflexión acerca del sentido de la Ars Sacra en la vida moderna, precisamente ahí donde el espíritu del lugar mejor lo permite. Al asociar un repertorio de enorme calidad a la atmósfera única de los monumentos religiosos alentejanos, el Festival Tierras sin Sombra apuesta fuerte por la oferta de una etapa de carácter internacional tienen projectos de professionales de jóvenes intérpretes nacionales.

El Festival va a iniciar en Enero de 2010 la sexta edición, contando siempre con la “casa llena” en las actividades realizadas. A lo largo de sus seis años de vida, recorrió dieciocho iglesias históricas de la región. El proyecto Monumentos Vivos incluyó una gran cantidad de actividades de carácter didáctico y divulgativo, entre las cuales cabe destacar la celebración de dias temáticos y de las Jornadas Europeas del Patrimonio. El DPHA ha igualmente llevado a cabo, en especial a través de la colaboración con el Museo de Historia Natural de la Universidad de Lisboa, actividades que permiten el enlace del Programa Ciencia Viva con el patrimonio cultural religioso.

Estas iniciativas son dirigidas al público en general, pero conceden especial atención al público infantil-juvenil y a las personas, jóvenes y viejos, com deficiencia. En este âmbito, el DPHA se ha esforzado por crear infraestructuras de acceso a los monumentos y museos de la Diocese, más allá de soportes de información propios, auditivos y en braille.
El DPHA ha asegurado también una línea editorial, propia o en régimen de coedición, con 42 libros y monografias publicados, la que adjunta un Boletim y la colaboración quincenal en el diario Notícias de Beja, donde asegura una página titulada Pedra Angular.

Premios y distinciones

La Unión Europea distinguió al DPHA, en 2005, con el Premio Europa Nostra para la Salvaguarda del Patrimoónio Cultural. La Fundación Calouste Gulbenkian le outorgó en 2009 el Premio Vasco Vil’Alva para la Salvaguarda del Patrimonio. El Ministério de Cultura lo distinguió en 2004 con la Medalla dle Mérito Cultural. La Câmara Municipal de Beja le atribuyó en 2001 la Medalla de Mérito Municipal.

El DPHA integra el Consejo Nacional de los Bienes Culturales de la Iglesia (Conferencia Episcopal Portuguesa), la Associação Portuguesa dos Museus da Igreja Católica, a Europæ Thesauri – Associação de Tesouros e Museus de Arte Sacra (del que es miembro fundador) y la Associação de Desenvolvimento Regional Portas do Território (fundada por la Diocese de Beja y por la Câmara Municipal de Beja).

Dos monumentos sobre la tutela directa del DPHA, la Iglesia Matriz de Santiago do Cacém (Monumento Nacional) y la Iglesia de Nossa Senhora dos Prazeres, en Beja (Inmueble de Interés Público), fueron escogidos por Su Excelencia el Presidente de la República, Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva, para inaugurar la Ruta del Patrimonio, en Julio de 2007.

Equipo

El actual equipo del DPHA, esencialmente formado por voluntarios, dotados de formación técnica adecuada, tiene 12 miembros, incluyendo dos conservadores de museos, un conservador-restaurador, un historiador, dos arquitectos, un ingeniero, un jurista, un fotógrafo, un liturgista, un pintor y un escultor, y dos miembros honorarios. Cuenta con siete colaboradores remunerados, vinculados a la Red Museológica, y 189 voluntarios, en su mayoría dispersos por el territorio diocesano. Éstos se encuentran asociados a través de la Piedra Angular – Associação dos Amigos dos Monumentos da Diocese de Beja.

2. Retos para EL futuro

2.1. Internacionalización

Es fundamental la lucha contra el preconcepto de que el patrimonio cultural del Alentejo es una realidad periférica. Para eso debe volverse lo más visible posible.
La internacionalización constituyó una medida muy importante. De ahí nuestra preocupación por conseguir hacer dos iniciativas por año: una en el país, más orientada para los visitantes de otros países, y otra en el extranjero.

Objetivos:

1.º semestre

Fátima – Exposición en el Museo de Arte Sacra (al lado de la Basílica), con motivo de la visita de S. S. el Papa Benedicto XVI (13 de Mayo) y prolongandose de modo a cubrir el Verano.

Objetivo: Promover el Alentejo a través de la exposición y actividades complementarias como punto llave del turismo religioso que recibirá un impulso significativo con la visita papal. | Asociación: Turismo do Alentejo, E. R. T., Municipios.

2.º semestre

Galicia, donde tiene lugar el Año Santo – Exposición en Santiago de Compostela y Pontevedra.

Objetivo: Promover el Alentejo en Galicia con ocasión del Año Santo de 2010 (número previsto de visitantes: 8 millones); fomentar los segmentos del Alentejo en el Camino de Santiago. | Asociación: Agencia Regional de Promoción Turística del Alentejo, Municípios, GAL, Instituto Camões, Turismo de Portugal.


2.2. QREN – Recuperación de monumentos de importancia fundamental

Para que pasemos a tener más visitantes en el Alentejo, hay que tenr grandes referencias patrimoniales recuperadas y en condiciones de acoger a los visitantes.

Los “dosieres” parados en este momento, con graves prejuicios, son los siguientes:
- Iglesia Matriz de Mértola (antigua Mezquita) [Monumento Nacional, propiedad del Estado] – La asociación realizada hasta ahora no produjo los resultados esperados, por falta de investimento en contrapartida nacional. Es esencial finalizar la candidatura y aprobarla. El edificio está en una situación límite.

- Basílica Real de Castro Verde [Inmueble de Interés Público] – Candidatura que no fue aprobada en el Primer aviso. La iglesia corre el riesgo de perder elementos patrimoniales.
Objetivo: aprobación de las candidaturas de recalificación de los monumentos, visando sua integración en itinerarios culturales. | Asociación: Ministerio de la Cultura, Municipios.

2.3. Dinamización – Captar nuevos públicos, ligar la accesibilidad a la apertura

El patrimonio constituyó un instrumento, no un fin. Es preciso vincularlo a una estrategia innovadora de desarrollo: unir “destinos” a través de “rutas”, abrir los monumentos habitualmente cerrados fuera del horario de culto y crear una dinámica. Iniciativas necesarias:

- Crear una Temporada en el Baixo Alentejo que, a partir del Arte Contemporanea y de las Nuevas Tecnologias, haga de puente entre el Patrimonio Natural y el Patrimonio Cultural.
Objetivo: Invitar a quien circula en la A2 a salir unas horas y conocer el territorio, dando vida a espacios secundarizados, para mostrar un Alentejo competitivo y de vanguardia. | Asociación: Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade Ministério da Cultura, APS, EDIA, Municípios, Crédito Agrícola.[/lang_es]

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Diocese de Beja


Fundada no século V, a Diocese de Beja é, em termos de território, a segunda maior do país, abrangendo o distrito homónimo e a zona mais a Sul do distrito de Setúbal (concelhos de Grândola, Santiago do Cacém e Sines). Perfaz uma área de cerca de 12.300 km2, o que corresponde aproximadamente a 7,5% da área total do país.

Existe aqui um vastíssimo conjunto patrimonial, formado por mais de quinhentos edifícios, com destaque para antigos mosteiros e conventos, colegiadas das ordens militares (Santiago, Avis e do Hospital ou Malta), igrejas paroquiais e santuários rurais, muitos deles ligados ao “Caminho de Santiago” e às antigas vias de transumância que uniam Portugal a Espanha.

Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja


O DPHA iniciou a actividade em 1984, num momento difícil para a preservação do património regional. Estava-se ainda no rescaldo de tempos complexos para o Alentejo. Em paróquias com maiores dificuldades não se hesitava por vezes na venda ilegal de obras de arte, como fonte de financiamento. A inexistência de um inventário tornava difícil a recuperação das peças desaparecidas. A isto acrescia a realização de obras pouco criteriosas de conservação em monumentos históricos, entretanto desapossados de retábulos, pinturas e imagens em nome de uma suposta “actualização litúrgica”. O património móvel, por seu lado, sofria as investidas de “santeiros”, com pseudo-restauros, repinturas com tintas plásticas, trocas de peças antigas por modernas, etc.

Criado por decreto episcopal, o DPHA assumiu funções de coordenação e tutela dos bens culturais religiosos existentes no território diocesano. Constituído essencialmente por colaboradores voluntários, mas este serviço teve como objectivo prioritário a elaboração do inventário, em moldes científicos, das igrejas históricas da região (e respectivos acervos).

À medida que o inventário foi avançando no terreno, verificou-se que a região possuía um espólio de arte sacra extraordinário, mas que não era suficientemente conhecido, nem sequer pelas comunidades locais. Alguns dos principais monumentos permaneciam fechados por falta de condições de segurança. Muitos outros tinham entrado numa situação de declínio, especialmente as capelas periurbanas e as ermidas rurais. Em algumas localidades continuavam a ser eliminadas – por exemplo, durante a limpeza e posterior cremação anual de coisas inúteis que era costume fazer-se nas igrejas – obras com evidente valia patrimonial.

Actividades e parcerias | Pouco a pouco, o DPHA começou a procurar inverter a situação que descrevemos, actuando em diversas frentes. Para sensibilizar as comunidades paroquiais, realizou acções de formação muito concorridas, em colaboração com o Instituto Português de Conservação e Restauro e a Polícia Judiciária; criou um núcleo de aconselhamento técnico; incentivou a formação de comissões locais de salvaguarda em cada uma das igrejas que passaram a ser abertas regularmente ao público; apoiou itinerários culturais que unem os monumentos por áreas geográficas e temáticas; estabeleceu uma rede diocesana de museus, com sete unidades (Santiago do Cacém, Cuba, Castro Verde, Sines, Moura, Beja [2]). Ocupou-se também da organização do Arquivo Diocesano e da Biblioteca do Seminário de Beja.

No que diz respeito ao trabalho de cadastro patrimonial, estão inventariados e/ou arrolados 471 bens imóveis e 192 765 bens móveis e imateriais. Paralelamente, aprovou-se um instrumento legislativo diocesano, em conformidade com o previsto no Direito Canónico, intitulado Regulamento das Intervenções no Património Cultural da Diocese de Beja, que entrou oficialmente em vigor.

Neste e noutros âmbitos subscreveram-se protocolos de colaboração com o Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico (1999), o Instituto Português de Conservação e Restauro (2000) e o Instituto Português de Museus (2001), os primeiros do género. Existem igualmente protocolos com as Câmaras Municipais e as Associações de Desenvolvimento Local de todos os concelhos do território, o Turismo do Alentejo, o Instituto Politécnico de Beja e a Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Outro campo importante tem sido o da realização de exposições de arte sacra. Este ciclo iniciou-se em 1990 com a exposição Ars Sacra, que conheceu um grande êxito regional. Isto mostrou a importância da organização de exposições com o devido enquadramento científico e museográfico, acabando por corresponder a uma das principais vocações do DPHA. Entre outras iniciativas concretizadas nesta fase, cabe destacar As Vozes do Silêncio. Imaginária Barroca da Diocese de Beja, organizada em 1997 na Igreja Matriz de Mértola, com a particularidade de usar as alas laterais de um edifício que, durante a iniciativa, permaneceu aberto ao culto.

Maior repercussão viria a ter, em 1998, a exposição Entre o Céu e a Terra – Arte Sacra da Diocese de Beja, que abriu ao público em Beja, na Pousada de São Francisco, e foi depois apresentada em Lisboa, no Panteão Nacional, em 2000-2001, obtendo o Prémio Prof. Reynaldo dos Santos para a Melhor Exposição Temporária de 2000 e o Prémio Associação Portuguesa de Museologia para o Melhor Catálogo de 1999-2001.

A internacionalização constitui também, desde cedo, uma preocupação, tendo sido iniciada com a exposição Rosa Mystica – Mariendarstellungen aus dem Südlichen Portugal, no Museu da Catedral de Regensburg, na Alemanha, em 1999-2000, com um catálogo bilingue publicado pela conceituada editora Schnell und Steiner.

Seguiu-se Le Forme dello Spirito – Arte Sacra del Sud del Portogallo, realizada na Igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, no ano de 2003, sob o Alto Patrocínio da Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja, sendo o respectivo catálogo editado pelo Istituto Portoghese di Sant’Antonio, com a colaboração da Prof. Luciana Stegnagno Picchio, da Universidade de Roma; esta exposição foi posteriormente apresentada em Lisboa, na Galeria de Pintura do Rei D. Luís do Palácio Nacional da Ajuda, sob o título As Formas do Espírito – Arte Sacra da Diocese de Beja (2004-2005).

Em 2008, o DPHA organizou, a convite do Pavilhão de Portugal na Expo Zaragoza 2008, a exposição Un Río de Agua Pura – Arte Sacro del Sur de Portugal, que foi a única iniciativa integrada no Programa Oficial da Expo a ter lugar fora do campus de Ranillas, sendo acolhida em três museus de Borja – Zaragoza: Museo Arqueológico de San Miguel, Museo de la Colegiata e Palacio de Aguilar. O catálogo, em castelhano, foi editado pela Excma. Diputación Provincial de Zaragoza – Centro de Estudios Borjanos.

Mais recentemente teve lugar a exposição Portugal Eternel – Patrimoine de la Région de l’Alentejo, no Musée d’Art Religieux de Fourvière, em Lyon (França).

No que diz respeito ao território nacional, o DPHA tem organizado exposições com ritmo anual, entre as quais cabe destacar: A Invenção do Mundo – Arte Sacra da Diocese de Beja, no Paço Episcopal de Faro, a convite do Ministério da Cultura, em 2005, no âmbito de Faro Capital Nacional da Cultura 2005; No Caminho sob as Estrelas – Santiago e a Peregrinação a Compostela, na Igreja Matriz de Santiago do Cacém, em 2007, numa parceria com a Xunta de Galicia e o Município de Santiago do Cacém que contou com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian; O Coração da Terra – Aspectos da Ruralidade na Arte Europeia (Séculos XVII-XX), na Galeria dos Escudeiros, Beja, em 2008-2009; e Atmosferas, Pessoas, Narrativas. Um Relance sobre a Arte do Ocidente (Séculos XVII-XX) [em itinerância].

O DPHA tem promovido uma série regular de encontros científicos, entre os quais cabe destacar: Congresso Internacional “Protecção dos Bens Culturais em Situações de Emergência”, Beja, 1998, em colaboração com a Federação Internacional das Sociedades de Protecção dos Bens Culturais; “1.as Jornadas Nacionais dos Museus da Igreja”, Lisboa, Palácio da Ajuda [integrada na exposição As Formas do Espírito], 2004; Congresso Internacional “Tesouros da Igreja, Tesouros da Europa”, Beja, 2006, em parceria com Europæ Thesauri – Associação de Tesouros e Museus de Arte Sacra; “2.as Jornadas Nacionais dos Museus da Igreja”, Santiago do Cacém, [integrada na exposição No Caminho sob as Estrelas – Santiago e a Peregrinação a Compostela], 2007.

Animação


Concluída a recuperação de um conjunto significativo de monumentos, alguns dos quais receberam novas funções museológicas (ou passaram a dispor de um tesouro aberto ao público), o DPHA desenvolveu parcerias para um projecto de animação, intitulado Monumentos Vivos, que tem como fio condutor a realização de actividades culturais em igrejas históricas. A referência fundamental deste projecto é o Festival Terras sem Sombra de Música Sacra do Baixo Alentejo, iniciado em 2004 e que marca a temporada de música clássica da região através de um ciclo coerente de concertos, de elevado nível artístico, obedecendo em cada ano a um tema-reitor e permitindo traçar uma “pequena história da Música”. Conferências, palestras e visitas guiadas completam, em ambiente descontraído, a programação musical.

Estas actividades assumem enorme peso numa zona que não esconde o fascínio pela música. No entanto, poder levá-las a cabo de maneira itinerante em igrejas históricas que foram alvo de trabalhos de beneficiação e fazem parte de um sistema de abertura regular ao público assume um significado ainda mais especial, permitindo juntar à fruição de espaços com notáveis condições acústicas uma proposta de reflexão acerca do sentido da Ars Sacra na vida hodierna, precisamente aí onde o espírito do lugar melhor o permite. Ao associar um repertório de enorme qualidade à atmosfera única dos monumentos religiosos alentejanos, o Festival Terras sem Sombra aposta forte na oferta de um palco de carácter já internacional aos projectos profissionais de jovens intérpretes nacionais.

O Festival vai iniciar em Janeiro de 2010 a sexta edição, contando sempre com “casa cheia” nas actividades realizadas. Ao longo dos seus seis anos de vida, já percorreu dezoito igrejas históricas da região. O projecto Monumentos Vivos inclui ainda um vasto leque de actividades de carácter didáctico e divulgativo, entre as quais cabe destacar a celebração de dias temáticas e das Jornadas Europeias do Património. O DPHA tem igualmente levado a cabo, em especial através da colaboração com o Museu de História Natural da Universidade de Lisboa, actividades que permitem a ligação do Programa Ciência Viva com o património cultural religioso.

Estas iniciativas são dirigidas para o público em geral, mas concedem especial atenção ao público infanto-juvenil e às pessoas, nomeadamente jovens e idosos, com deficiência. Neste âmbito, o DPHA tem-se esforçado por criar infra-estruturas de acesso aos monumentos e museus da Diocese, além de suportes de informação próprios, auditivos e em braille.

O DPHA tem assegurado também uma linha editorial, própria ou em regime de co-edição, com 42 livros e monografias publicados, a que acresce um Boletim e a colaboração quinzenal no jornal Notícias de Beja, onde assegura uma página intitulada Pedra Angular.

Prémios e distinções


A União Europeia distinguiu o DPHA, em 2005, com o Prémio Europa Nostra para a Salvaguarda do Património Cultural. A Fundação Calouste Gulbenkian outorgou-lhe em 2009 o Prémio Vasco Vil’Alva para a Salvaguarda do Património. O Ministério da Cultura distinguiu-o em 2004 com a Medalha de Mérito Cultural. A Câmara Municipal de Beja atribuiu-lhe em 2001 a Medalha de Mérito Municipal.

O DPHA integra o Conselho Nacional dos Bens Culturais da Igreja (Conferência Episcopal Portuguesa), a Associação Portuguesa dos Museus da Igreja Católica, a Europæ Thesauri – Associação de Tesouros e Museus de Arte Sacra (de que é membro fundador) e a Associação de Desenvolvimento Regional Portas do Território (fundada pela Diocese de Beja e pela Câmara Municipal de Beja).

Dois monumentos sob a tutela directa do DPHA, a Igreja Matriz de Santiago do Cacém (Monumento Nacional) e a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, em Beja (Imóvel de Interesse Público), foram escolhidos por Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva, para inaugurar a Rota do Património, em Julho de 2007.

Equipa


A actual equipa do DPHA, essencialmente formada por voluntários, dotados de formação técnica adequada, tem 12 membros, incluindo dois conservadores de museus, um conservador-restaurador, um historiador, dois arquitectos, um engenheiro, um jurista, um fotógrafo, um liturgista, um pintor e um escultor, e dois membros honorários. Conta com sete colaboradores remunerados, vinculados à Rede Museológica, e 189 voluntários, na sua maioria dispersos pelo território diocesano. Estes encontram-se associados através da Pedra Angular – Associação dos Amigos dos Monumentos da Diocese de Beja.

2. Reptos para o futuro


2.1. Internacionalização

É fundamental lutar contra o preconceito de que o património cultural do Alentejo é uma realidade periférica. Para isso há que torná-lo MAIS VISÍVEL.

A internacionalização constitui uma medida muito importante. Daí a nossa preocupação de conseguir fazer duas iniciativas-âncora por ano: uma no país, mas orientada também para os visitantes de outros países, e outra no estrangeiro.

Alvos:

1.º semestre

Fátima – Exposição no Museu de Arte Sacra (ao lado da Basílica), patente por ocasião da visita de S. S. o Papa Bento XVI (13 de Maio) e prolongando-se de modo a cobrir o Verão.

Objectivo: Promover o Alentejo através da exposição e actividades complementares num ponto-chave do turismo religioso que irá receber um impulso significativo com a visita papal. | Parceria: Turismo do Alentejo, E. R. T., Municípios.

2.º semestre

Galiza, onde decorrerá o Ano Santo – Exposição em Santiago de Compostela e Pontevedra

Objectivo: Promover o Alentejo na Galiza por ocasião do Ano Santo de 2010 (número previsto de visitantes: 8 milhões); fomentar os segmentos do Alentejo no Caminho de Santiago. | Parceria: Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, Municípios, GAL, Instituto Camões, Turismo de Portugal.


2.2. QREN – Recuperação de monumentos de importância fundamental


Para que possamos ter mais visitantes no Alentejo, há que ter as grandes referências patrimoniais recuperadas e em condições de acolherem os visitantes.

Os “dossiers” parados neste momento, com graves prejuízos, são os seguintes:

- Igreja Matriz de Mértola (antiga Mesquita) [Monumento Nacional, propriedado Estado] – A parceria realizada até agora não produziu os resultados esperados, por falta de investimento na contrapartida nacional. É essencial finalizar a candidatura e aprová-la. O edifício está numa situação limite.

- Basílica Real de Castro Verde [Imóvel de Interesse Público] – Candidatura não foi aprovada no 1.º aviso. A igreja corre o risco de perder elementos patrimoniais.

Objectivo: aprovação das candidaturas de requalificação dos monumentos, visando a sua integração em itinerários culturais. | Parceria: Ministério da Cultura, Municípios

2.3. Dinamização – Captar novos públicos, ligar a acessibilidade à abertura


O património constitui um instrumento, não um fim. É preciso vinculá-lo a uma estratégia inovadora de desenvolvimento: unir “destinos” através de “rotas”, abrir os monumentos habitualmente encerrados fora do horário de culto e criar uma dinâmica. Iniciativas necessárias:

- Criar uma Temporada no Baixo Alentejo que, a partir da Arte Contemporânea e das Novas Tecnologias, faça a ponte entre o Património Natural e o Património Cultural

Objectivo: Convidar quem circula na A2 a sair umas horas e a conhecer o território, dando vida a espaços secundarizados, de modo a mostrar um Alentejo competitivo e de vanguarda. | Parceria: Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade Ministério da Cultura, APS, EDIA, Municípios, Crédito Agrícola.

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Diocese de Beja

[lang_pt] A diocese de Beja abrange uma área de cerca de 12 300 km2 e é a segunda mais extensa de Portugal, embora a população não exceda os 225 000 habitantes. O seu território corresponde aproximadamente ao Baixo Alentejo, incluindo os catorze concelhos do distrito de Beja e os três concelhos mais a sul do [...]

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Departamento do Património Histórico e Artístico.

[lang_pt]Serviço responsável pela tutela dos bens culturais da Igreja ,fundado em 1984 por decreto de D. Manuel Franco Falcão, este organismo é constituído por uma equipa de peritos em diversos domínios patrimoniais (história, arte, arqueologia, arquitectura, engenharia, liturgia, conservação e restauro, museologia, documentação, etc.) que actuam a título voluntário. Conta igualmente com colaboradores e correspondentes [...]

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